Conselho de Segurança da ONU planeja nova reunião sobre Líbia

Órgão já condenou a violência nos protestos contra o regime do coronel Muamar Kadafi

Reuters

24 de fevereiro de 2011 | 18h30

 

NOVA YORK - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) planeja se reunir de novo durante n sexta-feira para considerar ações contra o governo da Líbia devido aos ataques violentos contra manifestantes no país do norte da África, disseram representantes do órgão nesta quinta-feira, 24.

 

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"A violência contra civis, a repressão contra manifestantes, têm que parar", afirmou o embaixador alemão na ONU, Peter Wittig, aos repórteres após reunião a portas fechadas. "Faremos consultas sobre os próximos passos", disse ele, acrescentando que o conselho provavelmente fará a reunião na sexta-feira.

O Conselho de Segurança, presidido neste mês pelo Brasil, condenou na terça-feira as autoridades líbias pelo uso da força contra manifestantes desarmados e exigiu que os responsáveis por tais ataques fossem condenados. Houve relatos de mercenários disparando contra a população protestando contra o regime do coronel Muamar Kadafi, que já dura 41 anos. Caças e helicópteros também bombardearam os maniefstantes.

A França anunciou nesta quinta-feira que pediria uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Líbia e para discutir a possibilidade de impor sanções, afirmou o gabinete do presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Medidas concretas são necessárias agora, notavelmente para dar acesso imediato para ajuda humanitária e impor sanções àqueles responsáveis pela violência contra a população líbia", informou o comunicado emitido pelo Palácio do Eliseu.

Mais cedo na quinta-feira, Sarkozy conversou com o presidente americano, Barack Obama, sobre a Líbia, disse o comunicado, acrescentando que ambos expressaram o desejo imediato de pôr fim à violência contra civis. O embaixador especial da França para direitos humanos disse na quinta-feira que até 2.000 pessoas foram mortas durante a repressão aos protestos. Obama também conversaria com o premiê britânico, David Cameron.

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