Conselho de Segurança da ONU se reunirá para abordar situação na Líbia

Reunião acontecerá a pedido do embaixador adjunto da Líbia na ONU, Ibrahim Dabbashi

Efe,

22 de fevereiro de 2011 | 04h34

NAÇÕES UNIDAS - O Conselho de Segurança da ONU realizará nesta terça-feira, 22, uma reunião especial para abordar a crise na Líbia, informou o organismo internacional.

 

A reunião acontecerá a pedido do embaixador adjunto da Líbia na ONU, Ibrahim Dabbashi, que na segunda-feira assinalou em declarações à emissora CNN que o presidente líbio, Muammar Kadafi, deve "deixar o poder o mais rápido possível", e que a comunidade internacional deve "evitar que se refugie em outro país".

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou sua preocupação com a rápida deterioração da situação no país africano e pediu que Kadafi cesse imediatamente a violência e respeite os direitos humanos do povo líbio.

 

Ban também se mostrou "indignado" pelas informações que apontam que as autoridades líbias dispararam contra manifestantes desde aviões de combate e helicópteros.

 


Segundo a rede Al Jazira, pelo menos 250 pessoas morreram na segunda-feira em Trípoli nos bombardeios da Aeronáutica líbia contra os manifestantes que reivindicam a queda do regime de Kadafi, no poder desde 1969.

Por sua vez, o filho do ditador líbio, Seif al-Islam, afirmou que os aviões militares bombardearam depósitos de armas situados longe das zonas urbanas e negou que tenham lançado bombas sobre a população, segundo a emissora de TV estatal.

 

A Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH) assinalou na segunda-feira que a violenta repressão exercida pelo regime de Kadafi deixou entre 300 e 400 mortos desde 15 de fevereiro.

 

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, assinalou que, se "esses ataques contra civis forem confirmados, representarão uma séria violação da lei humanitária internacional".

 

Ban reiterou também sua chamada "ao respeito dos direitos humanos e das liberdades básicas fundamentais, incluindo os direitos à associação pacífica e à informação".

 

O secretário-geral da ONU fez o apelo para que as autoridades líbias "se comprometam a manter um diálogo amplo para tratar das legítimas preocupações da população".

 

O embaixador adjunto da Líbia na ONU também exortou Kadafi a "deter o massacre do povo líbio. O povo líbio foi suficientemente paciente durante os últimos 42 anos", segundo declarações à CNN.

 

O diplomata líbio pediu à comunidade internacional que não permita que o governante escape da Líbia e se refugie em outro país, solicitando ainda que se vigie o dinheiro que sair de seu país, ao tempo que qualificou a situação de "genocídio".

 

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