Issei Kato / Reuters
Issei Kato / Reuters

Conselho de Segurança da ONU se reunirá para tratar de míssil da Coreia do Norte

Encontro desta sexta-feira ocorre poucos dias após aprovação de duras sanções internacionais contra o regime norte-coreano, na segunda-feira, 11

Mateus Fagundes, Estadao Conteudo

14 Setembro 2017 | 23h30

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas vai se reunir a portas fechadas nesta sexta-feira, 15, para tratar do mais recente lançamento do míssil da Coreia do Norte contra o Japão. O encontro está marcado para as 16 horas, no horário de Brasília. Atualmente, os países que fazem parte deste Conselho são China, França, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Egito, Senegal, Ucrânia e Uruguai, Itália, Suécia, Bolívia, Etiópia e Cazaquistão. 

O lançamento do míssil balístico ocorreu por volta das 19h de quinta-feira (de Brasília, 7h da manhã de sexta-feira na hora local). O monitoramento do governo do Japão relatou que o projétil foi lançado a partir do Aeroporto de Sunan, em Pyongyang. O artefato cruzou o céu da ilha japonesa de Hokkaido e caiu no Oceano Pacífico. Não houve feridos nem danos em terra.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que este lançamento de míssil balístico é "absolutamente inaceitável", e que a segurança de seu país será feita em aliança com os Estados Unidos.

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU já havia se reunido e acertado novas sanções contra Pyongyang. As restrições incluem a redução da quantidade de petróleo que pode ser importada de forma legal pela Coreia do Norte, a proibição de exportações têxteis e o fim da permissão para trabalhadores norte-coreanos emigrarem.

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As sanções aplicadas no início da semana foram mais brandas do que o esperado pelo governo dos Estados Unidos, que cedeu na última hora à pressão da China e da Rússia.

Mais cedo, o secretário de Estado americano, Rex Rillerson, condenou o novo lançamento de míssil e cobrou ações efetivas de Pequim e Moscou contra Pyongyang. "A China e a Rússia têm de demonstrar as intolerâncias delas contra este lançamento temerário tomando ações diretas próprias", disse o chefe da diplomacia dos Estados Unidos. /com Associated Press

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