REUTERS/Anees Mahyoub
REUTERS/Anees Mahyoub

Conselho de Segurança impõe embargo de armas contra rebeldes no Iêmen

As medidas fazem parte de uma resolução impulsionada pela Jordânia em nome dos países árabes, aprovada com 14 votos a favor e a abstenção da Rússia, que nas últimas semanas buscou sem sucesso levar adiante uma proposta para exigir pausas humanitárias nos

O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2015 | 15h07

NAÇÕES UNIDAS - O Conselho de Segurança da ONU impôs nesta terça-feira, 14, novas sanções, incluído um embargo de armas, contra os rebeldes houthis que assumiram o controle da maior parte do Iêmen.

As medidas fazem parte de uma resolução impulsionada pela Jordânia em nome dos países árabes, aprovada com 14 votos a favor e a abstenção da Rússia, que nas últimas semanas buscou sem sucesso levar adiante uma proposta para exigir pausas humanitárias nos combates.


Além do embargo de armas aos houthis, o Conselho impôs uma proibição de viagens e um congelamento de ativos contra o líder dos rebeldes xiitas, Abdul Malik al Houthi, e Ahmed Saleh, filho do anterior presidente do país.

O principal órgão de decisão da ONU já tinha imposto castigos similares em novembro contra outros dois líderes houthis e o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, cujos partidários apoiam os rebeldes.

O embargo, segundo o texto, deve impedir a entrega de armamento aos sancionados e "pessoas que atuem em seu nome ou sob sua direção", uma fórmula utilizada para limitar a medida às forças rebeldes.

Para isso, a medida ordena que todos os países inspecionem as mercadorias com destino ao Iêmen diante da menor suspeita de que possam incluir armas.

Além disso, a resolução volta a exigir dos houthis que ponham um fim ao uso da violência, retirem suas forças de todas as zonas que tomaram, entreguem as armas e libertem os detidos. / EFE

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