Conselho de Segurança nomeia sul-coreano secretário-geral da ONU

O Conselho de Segurança (CS) recomendou oficialmente o ministro do Exterior sul-coreano, Ban Ki-Moon, para ser o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou o presidente do CS nesta segunda-feira."O Conselho de Segurança acaba de recomendar à Assembléia-Geral a aprovação de Ban Ki-Moon como secretário-geral das Nações Unidas", em 1º de janeiro, quando expira o mandato de cinco anos do secretário-geral Kofi Annan, afirmou o embaixador do Japão na ONU, Kenzo Oshima, após votação do CS em reunião fechada.Sob o mandato da ONU, o Conselho de Segurança recomenda o próximo secretário-geral para os 192 membros da Assembléia Geral, que devem dar a aprovação final. A data para a votação ainda não foi fixada. O embaixador americano na ONU, John Bolton, considerou a seleção de Ban "um acontecimento muito importante", e disse que os Estados Unidos esperam uma rápida aprovação por parte da Assembléia Geral."É uma ironia apropriada que hoje, 61 anos depois da divisão da península coreana ao final de Segunda Guerra Mundial, estejamos elegendo o chanceler da Coréia do Sul como secretário-geral desta organização e, ao mesmo tempo, nos reunindo para considerarmos o teste de uma arma nuclear por parte da Corea do Norte", afirmou Bolton.Em Seul, Ban agradeceu por ter sido recomendado e prometeu trabalhar para tentar resolver a crise gerada pelo anúncio da Coréia do Norte de que efetuou um teste nuclear. Ele também lamentou a atitude norte-coreana."Este devia ser um momento de alegria. Mas ao invés disso, eu permaneço aqui com um coração pesado", disse Ban em uma coletiva de imprensa.Se for confirmado pela Assembléia, Ban prometeu "contribuir o máximo possível para solucionar todos os problemas que possam ameaçar a paz e a segurança mundiais, incluindo o tema nuclear norte-coreano".Ban liderou a Chancelaria sul-coreana por mais de dois anos e meio e foi assessor de segurança nacional de dois presidentes - em um posto concentrado basicamente nas relações com a Coréia do Norte. Sua carreira diplomática, de 40 anos, incluiu postos na ONU e em Washington.Texto atualizado às 19h37

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