Conselho de Segurança rejeita pedido líbio de discutir intervenção

Órgão aguardará pronunciamento de secretário-geral para debater situação no país africano

estadão.com.br

21 de março de 2011 | 21h36

GENEBRA - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou nesta segunda-feira, 21, debater a intervenção realizada por uma coalizão internacional na Líbia, disse um diplomata. O governo líbio denunciou as ações como uma "agressão militar" e pediu que elas fossem revistas pelo órgão.

 

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Os membros do Conselho se reuniram após o ministro de Exteriores da Líbia, Moussa Kousa, enviar no sábado uma carta ao órgão afirmando que a intervenção, autorizada pela própria entidade na sexta-feira, é "uma conspiração externa que tem como alvo a Líbia e sua unidade e integridade territorial".

 

No texto, o chanceler líbio acusa a França, que liderou os esforços pela aprovação a resolução, e os EUA de bombardear "vários locais civis", violando o estatuto da ONU, e pedindo "uma reunião de emergência com o objetivo de encerrar a agressão".

 

O Conselho, no entanto, decidiu apenas se expressar pelo já agendado pronunciamento do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na quinta-feira. Ban falará sobre como a resolução, que prevê a imposição de uma zona de exclusão aérea e o uso de todos os meios necessários para proteger os civis líbios, está sendo implementada.

 

A fonte, que falou sob condição de anonimato, disse que "o Conselho concordou que vai discutir a situação na Líbia após o pronunciamento do secretário-geral". Segundo o diplomata, o órgão não deve atender o pedido de Koussa, mas vai continuar atento à questão do país africano "em seus próprios termos".

 

Os ataques da coalizão internacional - formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca e Espanha - começaram no sábado. Vários alvos do ditador líbio, Muamar Kadafi, foram bombardeados. O governo líbio declarou um cessar-fogo, mas os ataques das forças de Kadafi contra os rebeldes que querem derrubá-lo continuam. O ditador está no poder há 41 anos.

 

 

Com Associated Press

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