Conselho de Segurança vai começar a discutir possíveis sanções contra o Irã

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vai começar a discutir semana que vem possíveis sanções contra o Irã, depois da recusa do país em suspender seu programa de enriquecimento de urânio. Mas a Rússia, um dos membro permanentes do conselho, acredita que ainda seja muito cedo para aplicar penalidades e deseja mais esforços para obrigar o Irã a negociar, disseram diplomatas nesta quinta-feira.Oficiais do alto escalão dos seis países que estão lidando com Teerã - Rússia, China, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha - vão se reunir nesta sexta-feira em Londres. O assunto será o próximo passo a ser dado depois da falha das negociações por vias diplomáticas. Os ministros provavelmente devem confirmar que as conversas euro-iranianas estão num impasse e definir o retorno da questão nuclear ao Conselho de Segurança, estabelecendo os pontos em que concordam, afirmou um diplomata. Embaixador britânico das Nações Unidas, Emyr Jones Parry disse esperar que "o dossiê Irã" volte ao conselho ao longo da próxima semana. Afirmou que discutirá com parceiros e membros do conselho as bases da ação para que sejam tomadas medidas contra o país árabe sob o Artigo 41.Sem armasO Artigo 41 da Carta da ONU autoriza o Conselho de Segurança a impor sanções que não envolvam o uso de forças armadas, tais como penalidades econômicas, quebra de relações diplomáticas ou proibição de tráfego aéreo.O conselho havia determinado 31 de agosto como prazo máximo para que o Irã suspendesse o enriquecimento de urânio, em troca de um pacote de incentivos, ou enfrentasse punições de acordo com o Artigo 41. Desde então, o Conselho de Segurança estava impedido de tomar qualquer medida, devido ao diálogo entre o chefe de política externa europeu, Javier Solana, e o principal negociador iraniano, Ali Larijani.Na quarta-feira, Solana admitiu que as "horas intermináveis" de negociações tiveram pouco progresso e sugeriu que a disputa poderia terminar logo na ONU. Mas enfatizou nesta quinta que o diálogo com o Irã deve continuar, mesmo se as negociações em torno do programa atômico falharem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.