Julie Jacobson/AP Photo
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Conselho de Segurança veta resoluções sobre investigações de suposto ataque químico na Síria

Propostas apresentadas pelos EUA e Rússia foram rejeitadas pelos membros do conselho

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 03h42

NOVA YORK – O Conselho de Segurança da ONU rejeitou nessa terça-feira, 10, duas propostas de resolução sobre as investigações do suposto ataque químico contra um reduto rebelde na Síria. Os textos foram apresentados pelos Estados Unidos e Rússia.

A primeira proposta em votação foi levada por Washington e solicitava a adoção de um mecanismo de investigação independente para descobrir quem foi o responsável pelo suposto uso de armas químicas contra civis sírios. A resolução encontrou apoio de doze países, mas foi reprovada pela Rússia, que reivindicou o direito de veto por ser membro permanente do Conselho.

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Moscou é aliada do regime do presidente sírio Bashar Al-Assad, acusado pelos países ocidentais de ter executado o ataque contra o reduto rebelde.  A Rússia e a Síria negam as acusações.

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A posição russa foi logo rechaçada após as duas resoluções textos apresentadas pelo país serem rejeitadas pelo Conselho. Um dos textos pedia que especialistas da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) fizessem parte das investigações sobre o suposto ataque. A proposta recebeu apenas quatro votos a favor – são necessários, no mínimo, nove para aprovação. 

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Segundo a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Hailey, a proposta de Moscou buscava, na verdade, autorizar autoridades russas e sírias a organizar os arranjos das investigações que a Opaq fará no local. Segundo ela, a organização já planeja investigar se o suposto ataque químico ocorreu, mas não apontará culpados.

O embaixador russo, Vasili Nebenzia, rebateu as acusações dizendo que o texto era “inocente” e “inócuo”, e disse que a rejeição americana mostra que os EUA buscam usar o suposto ataque químico como desculpa para uma ação militar na Síria.

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Um segundo texto russo também foi rejeitado pelo Conselho. Este buscava apresentar novos mecanismos de investigação sobre o ataque. No entanto, os países ocidentais questionaram o trecho da proposta que permitiria à Rússia escolher especialistas que fariam parte das apurações, o que daria margem à manipulação dos resultados finais sobre o caso. //EFE e AFP

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