Conselho discute postura brasileira frente aos atentados

O presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu hoje, pela quarta vez em seu governo, o Conselho de Defesa Nacional. Órgão de consulta do presidente nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, o Conselho foi convocado para que FHC e seus auxiliares mais diretos discutissem que tipo de ajuda poderiam oferecer ao EUA, e também para que fizessem uma avaliação das conseqüências do ato, uma vez que ficou claro que o terrorismo pode atingir qualquer país no mundo. Desse encontro, poderá sair também uma posição do Brasil sobre se apóia ou não qualquer tipo de retaliação dos Estados Unidos contra os terroristas. A primeira reunião do conselho foi realizada em 6 de dezembro de 1995. Na pauta, a forma de seleção das empresas que iriam participar da instalação do Sivam - Sistema de Vigilância da Amazônia. A segunda reunião foi realizada em 21 de junho de 1996, e o tema foi reforma agrária. O governo estava muito preocupado com as ações do MST e, no encontro, foi discutido um plano de emergência para acelerar o assentamento dos sem-terra, com ajuda do Exército, de forma a desarticular as ações do movimento. A terceira reunião foi em de abril de 1997, quando foi discutida a forma de aquisição dos aviões que iriam reequipar a frota de F-5 da Força Aérea, que estava chegando ao final de sua vida útil. Integram o conselho o presidente e vice-presidente da República, os presidentes da Câmara, Aécio Neves, e o interino do Senado, Édison Lobão, os ministros da Justiça, José Gregori, da Defesa, Geraldo Quintão, das Relações Exteriores, Celso Lafer, e do Planejamento, Martus Tavares, além dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Participaram da ainda da reunião os ministros da Fazenda, Pedro Malan, e do Desenvolvimento, Sérgio Amaral.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.