Conselho Eleitoral diz que vai considerar recomendações da OEA

Órgão pediu exclusão de candidato governista do segundo turno devido a denúncias de fraude

Efe

19 de janeiro de 2011 | 14h20

PORTO PRÍNCIPE - O Conselho Eleitoral Provisório do Haiti anunciou nesta quarta-feira, 19, que levará em conta "a eventual troca de posição dos segundo e terceiro colocados" nas eleições presidenciais de 28 de novembro para o segundo turno do pleito, conforme recomendou a Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

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Se acatada, a medida excluiria o candidato governista Jude Celestin do segundo turno, e em seu lugar disputaria a presidência Michel Martelly. A recomendação foi feira pela OEA por conta das suspeitas de fraudes que teriam favorecido Celestin.

 

O relatório da OEA, que foi publicado nesta quarta, determina que 234 atas de resultados não cumpriram as condições necessárias e recomenda as autoridades haitianas que excluam esses documentos dos resultados eleitorais.

 

Assim, Martelly, que havia tido menos de um ponto percentual de votos a menos que Celestin, passa a ter uma vantagem de 3.225 votos sobre o candidato governista. No quadro geral, a opositora Mirlande Manigat seguiria no primeiro lugar, com 31,36% dos votos, seguida de Martelly, com 22,2%. Celestin teria 21,9% e ficaria fora da disputa.

 

Ainda não há data marcada para o segundo turno, que deveria ter ocorrido no final de semana passado. Além disso, o ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, retornou ao país, desviando a atenção da disputa eleitoral.

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