Conselho Eleitoral do Haiti rejeita recomendações da OEA

Órgão americano pede que candidato presidencial seja desclassificado do segundo turno das eleições

Associated Press

19 de janeiro de 2011 | 09h40

PORTO PRÍNCIPE - Funcionários do Conselho Eleitoral do Haiti disseram que não se veem obrigados a cumprir as recomendações da Organização dos Estados Americanos (OEA) e eliminar o candidato governista do segundo turno das eleições presidenciais.

 

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Em declaração difundida na noite da terça-feira, 18, o órgão rejeitou o relatório da OEA que indica que houve fraudes nas eleições de novembro e pede que Jude Celestin, segundo colocado nas eleições, seja eliminado do pleito, para que o terceiro colocado, Michel Martelly, seja o adversário da opositora Mirlande Manigat.

 

O Conselho Eleitoral rejeitou o relatório e disse que o documento é apenas mais um elemento entre as tantas apelações contra os resultados anunciados. Celestin ficou à frente de Martelly, um popular cantor, por menos de um ponto percentual.

 

O segundo turno deveria ter sido realizado no final de semana passado, mas a indefinição levou ao adiamento. Além disso, o ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, retornou ao país, desviando a atenção da disputa eleitoral.

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