AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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Justiça eleitoral  atrasa processo de referendo contra Maduro

Se for realizada apenas no ano que vem, votação tiraria presidente do poder, mas novas eleições não seriam convocadas

O Estado de S. Paulo

12 Maio 2016 | 19h24

CARACAS - O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) estendeu nesta quinta-feira, 12, para 2 de junho o prazo de validação digital das assinaturas que pedem a instalação de um referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro. A medida foi anunciada em meio a protestos da oposição, que acusa a Justiça eleitoral de atrasar o processo propositalmente.

Caso Maduro seja afastado antes do fim do ano, segundo a Constituição venezuelana, novas eleições serão convocadas. Se o referendo revogatório for organizado em 2017, seu vice-presidente executivo, Aristóbulo Istúriz, assumiria o cargo.

“Em virtude da delicadeza do processo no qual se põe em jogo o cargo de presidente da República, estamos tomando cuidado para fazer tudo com o maior cuidado do mundo”, disse a reitora do CNE Socorro Hernández. “Temos de garantir o direito de todos os cidadãos e tomar cuidado para que seus dados não sejam mal utilizados.”

As assinaturas colhidas pela coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) - 1,8 milhão, segundo o grupo - serão levadas num prazo de três dias para auditoria digital, que ocorrerá entre os dias 16 e 20. Depois, as planilhas serão transcritas e auditadas até 2 de junho.

Questionada sobre a reclamação de líderes da oposição de uma “demora proposital” do CNE, a reitora disse que a MUD tinha desde o começo do ano para ativar o processo do referendo e optou por fazê-lo apenas no mês passado. 

Depois de validados os dados iniciais, a oposição precisa apresentar outras 4 milhões de assinaturas para que o referendo seja convocado. Ainda não há prazo definido para essa segunda etapa.  / REUTERS, AP, EFE e AFP

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