Conselho hondurenho terá Zelaya e Micheletti, diz jornal

Os ex-presidentes de Honduras, incluindo os desafetos políticos Manuel Zelaya e Roberto Micheletti, formarão parte de um conselho de ex-líderes do país. Esse conselho terá a função de assessorar o novo presidente, Porfirio Lobo, informou nesta terça-feira, 19, o jornal El Heraldo em seu site. O anúncio foi feito pelo próprio presidente eleito na tarde da segunda-feira, ao voltar de uma viagem dos EUA.

AE, Agencia Estado

19 de janeiro de 2010 | 10h33

Segundo Lobo, que assume o poder no dia 27, o objetivo da formação do grupo é não apenas aproveitar a experiência dos ex-presidentes à frente do Executivo como também ajudar a reconciliar o país. "A experiência que viveram pode ajudar muito e dar um caminho ao presidente sobre o que deve fazer e conduzir", afirmou Lobo, segundo o "El Heraldo".

O diário afirma que o presidente eleito ainda não falou sobre o tema com Zelaya e Micheletti, nem sabe se eles aceitarão a proposta. Além deles, a ideia é que integrem a equipe os ex-presidentes liberais Roberto Suazo Córdova (1982-1986) e Carlos Flores (1998-2002) e os nacionalistas Rafael Callejas (1990-1994) e Ricardo Maduro (2002-2006). Lobo disse que os outros ex-presidentes já aceitaram a função.

Zelaya foi deposto em um golpe em 28 de junho, quando tentava realizar uma Assembleia Constituinte para modificar a Carta do país. Os oposicionistas afirmavam que o então presidente tinha como objetivo alterar a Constituição para permanecer no poder. Em Honduras, é proibida a reeleição. Porém, o modo como foi realizada a saída de Zelaya foi alvo de condenação internacional.

Desde a queda de Zelaya, o deputado Roberto Micheletti foi nomeado pelo Parlamento como presidente de facto. Em 21 de setembro, Zelaya, que havia sido expulso do país, voltou em segredo e desde então está abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Lobo afirmou que haverá um outro conselho similar, formado por representantes "de alto nível ético/moral da iniciativa privada, da Igreja Católica, da Igreja Evangélica e de outras instituições jornalísticas e de trabalhadores", para auxiliar o governo em outros campos.

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