Conservadores aprovam novas candidaturas no Irã

Líderes religiosos conservadores requalificaram mais candidatos que haviam sido barrados das eleições parlamentares do mês que vem, mas reformistas consideraram a medida meramente cosmética. Com a batalha sobre quem pode concorrer nas eleições de 20 de fevereiro em andamento, mais de 70 detentores de cargos públicos, entre eles mais de uma dezena de vice-ministros, ameaçam renunciar caso a desqualificação de milhares de candidatos reformistas não for revertida.Um representante do Conselho dos Guardiães, responsável pelas desqualificações, Mohammad Jahromi, anunciou hoje subiu de 200 para 350 o número de candidatos que tiveram sua situação legalizada. Na semana passada, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, havia pedido ao conselho para reconsiderar as mais de 3.000 desqualificações aprovadas. "Todas facções legais têm agora candidatos em todas as regiões", afirmou Jahromi.Mas Saeed Shariati, líder do maior partido reformista, a Frente de Participação Islâmica do Irã, repudiou o anúncio do conselho. "A aprovação de alguns candidatos poucos conhecidos pelo Conselho dos Guardiães é inexpressiva. Ninguém será enganado por tais táticas", disse. "Enquanto proeminentes nomes e milhares de liberais continuam na lista negra por suas visões reformistas, não há possibilidade de haver eleições livres", explicou.A maioria dos candidatos da frente continua desqualificada, incluindo o líder Mohammad Reza Khatami, um vice-presidente do Parlamento e irmão do presidente Mohammad Khatami.

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