Conservadores dizem que Obama planeja legalizar milhões de imigrantes

Segundo políticos, o presidente pediu ao Departamento de Serviços de Cidadania e Imigração para que emita até de 34 milhões de "green cards" em cinco anos; órgão diz que pedido é praxe

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 21h01

WASHINGTON - Políticos e parlamentares conservadores alertaram que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prepara um plano de regularização da situação de milhares de imigrantes em situação irregular, após vir à tona um pedido feito ao Departamento de Serviços de Cidadania e Imigração para produzir até de 34 milhões de cartões de permissão de trabalho e residência (os chamados "green cards") no prazo de cinco anos. 

Obama "está preparando a emissão de autorizações de trabalho e a legalização de status de milhões de pessoas que vivem ilegalmente no país", disse o presidente da Comissão de Orçamento do Senado, o republicano Jeff Sessions, citado nesta quinta-feira, 23, pelo site The Hill.

Especulações similares circulam pelas redes sociais e em blogs conservadores desde que, no último domingo, o site Breitbart revelou que o Departamento de Serviço de Imigração e Cidadania (USCIS) emitiu uma licitação de obtenção do material necessário para a fabricação de milhões de cartões de permissão de trabalho e residência.

A licitação responde a um contrato de cinco anos, no qual é determinado que sejam emitidos pelo menos 4 milhões de cartões por ano, chegando a um máximo de 34 milhões ao fim desse período. Estima-se que os EUA tenham cerca de 11 milhões de imigrantes em situação irregular.

De acordo com o Breitbart, o USCIS informará sobre os detalhes dessa licitação à Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, conforme determinação do presidente desse comissão, o deputado republicano Bob Goodlatte.

No entanto, o porta-voz do USCIS, Christopher Bentley, disse em comunicado que tais solicitações "são uma prática comum" da agência para lidar com "oscilações do número de pedidos de imigração recebidos, que podem ser apresentados por muitas razões".

Além disso, em entrevista coletiva na quarta-feira, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, aconselhou os jornalistas a não fazerem "suposições" acerca dos planos de Obama para reformar a política migratória "baseadas nas práticas de contratação do Departamento de Segurança Nacional", do qual o USCIS depende. 

De acordo com Earnest, "ainda há decisões a serem tomadas" em relação às medidas executivas sobre imigração, o que o presidente Obama deve fazer após as eleições legislativas, que ocorrerão no dia 4.

Obama havia prometido anunciar tais medidas executivas antes de outubro, mas recuou e, segundo a Casa Branca, decidiu esperar até o fim das eleições para não prejudicar os candidatos democratas. 

Nesse pleito serão renovadas todas as cadeiras da Câmara, além de um terço do Senado - cujo controle os democratas temem perder. / EFE 

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