Conservadores e direita xenófoba formam governo de minoria na Noruega

Nova coalizão deve aumentar o rigor das políticas imigratórias do país nórdico

O Estado de S. Paulo,

01 de outubro de 2013 | 19h04

Erna Solberg (esquerda) e Siv Jensen anunciam a formação da coalizão para governar a Noruega. (Foto: Lise Aserud/Reuters)

OSLO - A líder do Partido Conservador da Noruega, Erna Solberg, anunciou a formação de um governo de minoria que inclui, pela primeira vez, o grupo anti-imigração do Partido do Progresso. A coalização deve aumentar o rigor das políticas imigratórias do país.

Nos últimos tempos, uma grande parcela da população norueguesa expressou o desejo de políticas que reduzissem entrada de estrangeiros no país e o Partido do Progresso soube angariar votos apoiado nessa bandeira.

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"É um dia histórico na política da Noruega. Nunca antes houve uma colaboração tão grande entre a centro-direita", afirmou Erna Solberg. A líder dos conservadores elogiou a cooperação entre os dois partidos, mas deixou caminhou para que outras duas legendas de centro-direita - o partido Democrata Cristão e os Liberais - possam fazer parte da coalizão.

"Os Conservadores e o Partido do Progresso já começaram a negociar uma plataforma de governo. Esse é o começo de uma relação com comprometimento", disse. O líder do Partido do Progresso, Siv Jensen afirmou que espera tornar mais rígidas as políticas de consentimento de asilo no país, garantir mais direitos para os idosos e reduzir o imposto sobre heranças.

O novo governo deve tomar posse em 14 de outubro e vai substituir a atual coalizão liderada pelo Partido Trabalhista, do atual Primeiro Ministro, Jens Stoltenberg, que governou o país durante oito anos.

Extremista. O anúncio do participação do Partido do Progresso acontece pouco mais de dois anos depois da maior tragédia da história recente da Noruega: no dia 22 de Julho de 2011 o extremista Anders Behring Brevik matou 77 pessoas.

Breivik militou durante sua juventude no Partido do Progresso, mas abandonou a legenda por considerá-la muito moderada. Em agosto do ano passado, foi condenado a pelo menos 21 anos de prisão /AP e EFE

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