Conservadores gregos não conseguem formar governo

Os esforços da Grécia para negociar uma coalizão de governo, após resultados eleitorais inconclusivos no final de semana, sofreram um revés nesta segunda-feira, depois de o líder conservador Antonis Samaras não ter conseguido chegar a um acordo com seus rivais, aumentando as chances da realização de novas eleições e as dúvidas sobre o futuro do país na zona do euro.

AE, Agência Estado

07 Maio 2012 | 15h33

Após receber o sinal verde do presidente grego para iniciar as negociações, Samaras - líder do partido Nova Democracia - se reuniu nesta segunda-feira com os líderes dos partidos Pasok (socialista) e da Coalizão da Esquerda Radical, o Syriza, assim como do Esquerda Democrática.

Mas, tento em vista das rivalidades ideológicas, pessoais e históricas, a Grécia enfrenta a perspectiva de que não será possível formar uma maioria de governo estável, o que torna a realização de novas eleições uma possibilidade no prazo de algumas semanas. A data de 10 de junho é considerada para um novo pleito.

"Eu fiz tudo o que pude para que chegássemos a um resultado, mas isso foi impossível. Eu informei o presidente e entreguei o mandato para a formação de um novo governo", disse Samaras. Seu partido ficou em primeiro lugar nas eleições de domingo, mas não conseguiu maioria suficiente para formar um governo sozinho.

O resultado inconclusivo combinado com preocupações sobre a vitória do socialista François Hollande na eleição presidencial francesa, que se opõe às medidas de austeridade defendidas pela Alemanha para a zona do euro, aumentou os temores de que a Grécia deixará a zona do euro e sacudiu os mercados financeiros em todo o mundo.

O mandato para as negociações para a formação de uma coalizão agora passa para o segundo maior partido, o Syriza, antes de ir para o terceiro partido, o Pasok, caso um acordo não seja alcançado.

Se nenhum dos três conseguir formar um governo de coalizão, o presidente convocará os líderes de todos os partidos no Parlamento para mais uma tentativa de formação de uma coalizão. Se isso também falhar, o presidente dará aos partidos a tarefa de formar um governo interino, que será responsável por novas eleições. As informações são da Dow Jones.

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