Conservadores iranianos reclamam de interferência do Nobel

Enquanto os reformistas elogiam a premiação com o Nobel da Paz a Shirin Ebadi, advogada ativista dos direitos humanos, os poderosos ultra conservadores denunciaram a premiação como um ato de interferência nos assuntos internos Irã. Shirin Ebadi é a primeira mulher muçulmana a receber o prêmio. /APShirin Ebadi, em Paris, logo após receber a notícia de que tinha ganho o Prêmio Nobel da Paz"O prêmio é um apoio a movimentos seculares e contrário aos ideais da revolução islâmica de 1979", disse Hamid Reza Taraqi, ex legislador e membro da Sociedade de Coalizão Islâmica. "O comitê do prêmio Nobel, contra seus objetivos originais de promover a paz, se converteu em ferramenta política em mãos estrangeiras que interferem nos assuntos internos de nosso país", disse Taraqi.Durante coletiva à imprensa na sexta-feira, em Paris, Ebadi disse que do seu ponto de vista não há diferença entre o islã e os direitos humanos. "Em conseqüência, os religiosos também deveriam receber este prêmio", disse. "O prêmio significa que se pode ser muçulmano e ao mesmo tempo ter direitos humanos".

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