AFP PHOTO / SAUL LOEB
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Conspiração com russos é mentira detestável, diz secretário de Justiça

Jeff Sessions participa nesta terça-feira de audiência pública na Comissão de Inteligência do Senado

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2017 | 16h07
Atualizado 13 de junho de 2017 | 16h49

WASHINGTON - O secretário de Justiça americano, Jeff Sessions, negou nesta tarde de terça-feira, 13, ter tido qualquer reunião secreta com autoridades russas durante a campanha presidencial. Ele não negou, porém, que tenha se encontrado com o embaixador russo em Washington, mas disse que não houve nada de inapropriado no encontro. "Qualquer alegação de conspiração (com russos) é mentira detestável", afirmou ele. 

Sessions concordou em comparecer a uma audiência da Comissão de Inteligência do Senado que investiga as alegações de que a Rússia interferiu nas eleições presidenciais. Em uma carta enviada no sábado para o senador Richard Shelby, Sessions afirma que sua decisão de falar aos senadores vem à luz do testemunho do ex-diretor do FBI James Comey à mesma comissão, na quinta-feira. 

Durante a audiência, Sessions disse que a equipe de política externa republicana durante a campanha de Trump, da qual ele fazia parte, não era realmente unida.  "Nós nos reunimos algumas. Francamente, nós nunca funcionamentos como uma equipe coesa", afirmou, adicionando que com alguns membros, ele nunca chegou a se encontrar pessoalmente. 

Aparentemente, a resposta do secretário parecia fundametnar que os contatos entre Sessions e os funcionários russos não foram tão significativos, uma vez que o ex-senador do Alabama não era considerado um conselheiro fundamental para o então candidato Trump. 

Sessions já tinha agendado um comparecimento a um outro painel do Senado, presidido por Shelby, para discutir o orçamento do Departamento de Justiça. Segundo o secretário de Justiça, estava claro para ele que a investigação sobre a Rússia se tornaria o foco desse questionamento. 

O secretário se absteve de assumir uma investigação federal sobre os contatos entre a Rússia e a campanha do presidente republicano, Donald Trump, após ter sido tornado público que ele se encontrou duas vezes, no ano passado, com o embaixador russo em Washington. Durante a audiência no Senado para sua confirmação no cargo, ele afirmou que nunca se reuniu com os russos durante a campanha eleitoral.

O ex-diretor do FBI Robert Mueller foi nomeado o investigador especial para o caso russo em 17 de maio em seu lugar. Sessions foi questionado hoje sobre as especulações na mídia americana, que cita como fontes aliados do presidente, se Trump poderia demitir Mueler. 

O secretário de Justiça afirmou ter "confiança" em Mueller, ainda que tenha rechaçado falar sobre a possibilidade de  Mueller ser despedido. "Tenho confiança no senhor Mueller, mas não vou falar sobre nenhuma hipótese", afirmou Sessions à Comissão. / AP e W. Post 

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