Constituição da era Pinochet entra na mira de estudantes

Os mais de 100 mil estudantes que há três meses mantêm o governo chileno contra as cordas pedem mais do que mudanças na educação. O movimento que começou exigindo ensino superior gratuito (hoje, no Chile, toda universidade é paga) conseguiu derrubar o ministro da Educação Joaquín Lavín e mostrou que tem objetivos políticos: já fala em realizar um plebiscito nacional e mudar a Constituição.

João Paulo Charleaux, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

A ambiciosa agenda dos estudantes tem apoio popular, mas toca num dos pontos mais sensíveis da democracia chilena: a Constituição de 1980, redigida durante a ditadura de Augusto Pinochet. Na semana passada, Carlos Larraín, presidente da Renovação Nacional (RN), partido da base governista, afirmou que "um bando de inúteis subversivos não vai dobrar a mão do governo".

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