Elise Foucaud/AP
Elise Foucaud/AP

Constituição da República Centro-Africana é revogada

Michel Djotodia, líder da coalizão Seleka, afirmou que permanecerá no poder por três anos

Agência Estado

26 de março de 2013 | 11h41

DAKAR - O líder rebelde Michel Djotodia, cujos combatentes tomaram a capital da República Centro-Africana durante o fim de semana, anunciou que dissolveu a Constituição do país e que permanecerá no poder por três anos, de acordo com trechos da transmissão feita em uma rádio francesa.

Djotodia, um dos líderes da coalizão rebelde Seleka, afirmou que planeja continuar no poder até 2016, a duração de tempo deixada no mandato do presidente François Bozize, depostos por ele e seus soldados.

Bozize fugiu do palácio presidencial no fim de semana e reapareceu nos Camarões, onde o governo emitiu um comunicado, afirmando que ele buscou "exílio temporário" no país vizinho.

O líder rebelde justificou o golpe de estado, afirmando que Bozize tinha se tornado um ditador durante seus 10 anos no poder. "Através de nós, foi a população inteira da República Centro-Africana que se levantou como um único homem contra o presidente", afirmou o líder rebelde, de acordo com a Radio France Internationale.

"Para este efeito, decidimos orientar o destino do povo da República Centro-Africana durante este período de transição de três anos, em linha com o espírito dos acordos assinados em Libreville, em 11 de janeiro de 2013... Como resultado, decidi que é, portanto, necessário dissolver a constituição de 27 de dezembro de 2004, bem como o Parlamento e o governo", disse Djotodia.

Enquanto isso, as forças do Exército Francês que protegem o principal aeroporto de Bangui atiraram contra três carros que estavam acelerando na direção de um posto de controle de segurança, disse o Ministério da Defesa francês.

Os carros, que transportavam cidadãos indianos e do Chade, continuaram a se movimentar, apesar de tiros de advertência. Dois cidadãos indianos foram mortos, e os passageiros feridos foram levados para atendimento médico, afirmou o ministro da Defesa em um comunicado, acrescentando que a França está investigando o tiroteio.

As informações são da Associated Press

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