Federico Parra / AFP
Federico Parra / AFP

Constituinte da Venezuela avalia antecipar eleições legislativas

Diodado Cabello, um das principais figuras do chavismo e presidente da Constituinte, afirmou que foi criada uma comissão que consultará outros órgãos do governo para determinar a data da eleição para o Parlamento, prevista para 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2019 | 09h17

CARACAS - A Assembleia Constituinte da Venezuela, composta apenas por aliados do governo de Nicolás Maduro, determinou na noite de segunda-feira, 12, a formação de uma comissão para definir a data das próxima eleição legislativa do país.

A votação está prevista para ocorrer em 2020, mas o órgão não descarta antecipar o pleito para este ano. No fim de semana, o líder opositor Juan Guaidó afirmou que o chavismo dissolveria o Parlamento ou anteciparia as eleições legislativas.

Um dos integrantes da comissão que avaliará a antecipação das eleições é Diosdado Cabello, um das principais figuras do chavismo e atual presidente da Constituinte, um órgão legislativo não reconhecido por vários países da região.

Cabello explicou que a comissão consultará os demais órgãos do governo da Venezuela para decidir o melhor calendário para a realização das eleições.

"Se essa consulta concluir que é no dia 1º de janeiro, será no dia 1º de janeiro. Se concluir que é melhor fazer neste ano, será feito neste ano. Revelaremos (a decisão) nos próximos dias", afirmou.

A Assembleia Nacional, o Parlamento da Venezuela, é controlado pela oposição. Liderado por Juan Guaidó, que é reconhecido como presidente interino do país por mais de 50 países, entre eles o do Brasil, o órgão é atualmente considerado "sem funções" por determinação do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), também alinhado ao chavismo.

O presidente da Constituinte já ameaçou em outras oportunidades antecipar as eleições para o Parlamento

Também na segunda, Cabello aproveitou a decisão para acusar os opositores de promover a violência nos protestos contra o governo de Maduro e de apoiar as sanções econômicas aplicadas ao país pelos EUA. "Nós agora vamos para o contra-ataque", disse Cabello.

Em 2018, a Assembleia Constituinte antecipou a realização das eleições presidenciais do país de dezembro para maio. Maduro foi reeleito, mas a votação é considerada ilegítima pelos países que apoiam Guaidó. 

A Venezuela atravessa a mais severa crise política e econômica de sua história recente, com recessão, hiperinflação e luta pelo poder entre Guaidó e Maduro. O governo do presidente americano, Donald Trump, lidera uma ofensiva para sufocar o regime de Maduro, com um bloqueio de ativos da Venezuela e ameaças de sanções a empresas que negociem com o governo chavista. / EFE e AFP

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