EFE/EPA/MIRAFLORES PALACE PRESS OFFICE
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Constituinte entra em sessão em meio protestos na Venezuela

Segundo o comunicado, Delcy Rodríguez, e outros integrantes do grupo "forçaram" a entrada com o aval do coronel Bladimir Lugo, chefe militar encarregado de proteger o local

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2017 | 11h31

CARACAS - A Assembleia Constituinte, que rege a Venezuela com poderes absolutas e enfrenta amplo repúdio internacional, iniciará suas sessões nesta terça-feira no Palácio Legislativo, em meio a protestos do Parlamento de maioria opositora, que atua no mesmo local.

O Congresso, que fará uma sessão na quarta-feira, denunciou que a presidente da Constituinte, Delcy Rodríguez, e outros integrantes desse órgão questionado assumiram o poder na noite de segunda, com apoio de militares, do salão de sessões do Legislativo depois de forçar as portas.

"Alerta: Assaltado Hemiciclo Protocolar de Sessões da Assembleia Nacional", informou o Legislativo no Twitter.

Segundo o comunicado, Delcy Rodríguez, e outros integrantes do grupo "forçaram" a entrada com o aval do coronel Bladimir Lugo, chefe militar encarregado de proteger o local.

Rodríguez disse em recente entrevista à AFP que o Parlamento e a Assembleia Constituinte conviveriam no Palácio Legislativo.

Tentando reorganizar suas forças depois da instalação da Constituinte, a oposição convocou que todas as ruas do país sejam bloqueadas para prosseguir com os protestos iniciados há quatro meses contra o presidente Nicolás Maduro, deixando um balanco de 125 mortos.

"Não deixaremos as ruas porque o povo tem razões de sobra para protestar contra a ditadura", assegurou o deputado opositor Freddy Guevara, vice-presidente do Parlamento.

A oposição ignora a Constituinte, que considera um instrumento de Maduro para se perpetuar no poder, e nesta segunda-feira aprovou um acordo no qual desconhece as primeiras decisões dos constituintes, inclusive a destituição da procuradora-geral, Luisa Ortega. 

A Constituinte de Maduro também não é reconhecida por Estados Unidos, pelos governos de vários países latino-americanos e pela União Europeia. /AFP

 

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