EFE/Miguel Gutiérrez
EFE/Miguel Gutiérrez

Líder chavista diz que Constituinte pode ser renovada ilimitadamente

De acordo com o deputado Diosdado Cabello, presidente do organismo, período de funcionamento pode ser estendido se a própria Constituinte considerar conveniente; depois de 15 meses de trabalho, deputados ainda não têm projeto de nova Carta Magna

O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2018 | 16h50

CARACAS - O presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que o período de funcionamento do organismo pode ser ampliado enquanto suas tarefas não forem concluídas. Depois de ser eleita, em maio de 2017, em uma de suas primeiras decisões a ANC determinou que atuaria pelo período de dois anos.

"A própria ANC pode estender seu período de funcionamento se considerar conveniente, se ver que não cumpriu as tarefas para as quais foi chamada", disse Cabello, em entrevista na capital Caracas.

Cabello também afirmou que a Constituinte, formada apenas por legisladores chavistas, ainda não tem um projeto da nova Carta Magna do país, apesar de essa ser sua principal função e de ela estar em pleno funcionamento há mais de 15 meses.

"Não há nenhum projeto de Constituição até esse momento. Esclareço, há ideias, claro que há, e as distintas comissões estão implementadas coletando informações da população, mas não existe neste momento algo refletido em um projeto de Constituição", disse o deputado, na segunda-feira.

A eleição da ANC foi convocada em maio de 2017, quando o presidente  Nicolás Maduro , quando seu governo enfrentava uma onda de manifestações violentas que terminaram com mais de 100 mortos e milhões de dólares em perdas materiais.

A oposição não participou do processo eleitoral por considerar que a convocação de Maduro foi ilegal e que não havia garantias leais para uma eleição justa.

A ANC é composta por mais de 500 membros, todos apoiadores do chavismo, e não tem reconhecimento da oposição e de vários países da região. Ao convocar a Constituinte, Maduro disse que ela redigiria uma nova Constituição e ajudaria a consolidar a paz no país. / EFE

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