AP Photo/Ariana Cubillos
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Constituinte venezuelana inicia 'julgamento histórico' da oposição

Decreto declara 'como traidores da pátria os atores políticos nacionais de marcado caráter antivenezuelano que promoveram a agressão econômica e a intervenção contra a República Bolivariana da Venezuela'

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2017 | 22h24

CARACAS - A Assembleia Nacional Constituinte instaurada pelo governo na Venezuela aprovou nesta terça-feira, 29, a abertura de um "julgamento histórico" contra os dirigentes da oposição por supostamente pedir e respaldar as sanções econômicas ditadas pelos Estados Unidos contra o país.

Por unanimidade, os 545 chavistas que formam a Constituinte aprovaram um decreto para "iniciar conjuntamente com os órgãos do Estado competentes um julgamento histórico por traição à pátria contra os que estejam incursos na promoção dessas imorais ações contra os interesses do povo venezuelano".

Além disso, o decreto declara "como traidores da pátria os atores políticos nacionais de marcado caráter antivenezuelano que promoveram a agressão econômica e a intervenção contra a República Bolivariana da Venezuela".

O texto foi lido ao fiml da sessão de hoje pelo homem forte da Constituinte, o ex-ministro e vice-presidente do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello.

Entre as motivações do decreto, Cabello destacou que a oposição, agrupada na aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD), "trabalhou de maneira sustentada para lograr" as sanções dos Estados Unidos.

O dirigente chavista lembrou que a MUD emitiu no domingo um comunicado no qual respalda as sanções ditadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o governo de Nicolás Maduro e responsabiliza o chefe do Estado venezuelano pelo isolamento internacional e a crise humanitária que assola a Venezuela.

Além disso, o decreto condena o "bloqueio financeiro do governo dos Estados Unidos da América contra o povo venezuelano", e denuncia um suposto plano de Washington que conta com a cumplicidade de governos da região para criar uma situação de emergência humanitária e justificar uma intervenção militar na Venezuela. / EFE

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