Construção do muro continua, apesar da resolução da ONU

Apesar da resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas exigindo que o governo israelense ponha fim às construções do muro na Cisjordânia, em cumprimento ao parecer da Corte Internacional de Haia, Israel continuou hoje com as obras no subúrbio palestino de Abu Dinis, em Jerusalém, para erguer um muro de 8 metros de altura, separando a cidade sagrada dos palestinos. ?Espero que a comunidade internacional continue fazendo todos os esforços possíveis para que o país cumpra a resolução da ONU?, disse o ministro palestino Saeb Erekat.A resolução aprovada ontem por 150 votos a 6, com 10 abstenções, refletiu a oposição mundial contra o muro de 685 quilômetros que está sendo construído por Israel. De acordo com o Estado judeu, a obra é necessária para proteger os cidadãos israelenses contra ataques terroristas. O muro já foi concluído em muitos trechos, separando palestinos de escolas, locais de trabalho e outras regiões.Para os palestinos, trata-se de uma maneira de Israel confiscar suas terras, evitando a criação de um Estado na Cisjordânia e Faixa de Gaza.Tanto a resolução da ONU como a determinação da Corte em Haia são meras opiniões simbólicas, sem validade legal. Israel tem ignorado insistentemente as resoluções da ONU para que desocupe os territórios palestinos. Para o Estado judeu, a última resolução faria com que o governo israelense abrisse mão de um escudo contra atentados terroristas, sem oferecer nenhuma opção para pôr fim a eles.Ranaan Guissin, assessor do primeiro-ministro Ariel Sharon, disse ontem que a resolução da ONU ?significa a bancarrota das Nações Unidas?, um reflexo da ?tirania da maioria? na Assembléia Geral. Para Guissin, Israel sempre perde na ONU porque os países árabes são maioria.

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