Cônsul afegão é seqüestrado após ataque a veículo no Paquistão

Segurança de Farahi morre na ação insurgente; governo diz que atacou aviões dos EUA que invadiram território

Agências internacionais,

22 de setembro de 2008 | 08h33

O cônsul geral do Afeganistão na cidade paquistanesa de Peshawar, Abdul Khaliq Farahi, foi seqüestrado nesta segunda-feira, 22, junto com seu motorista após ser alvo de um ataque no qual morreu um guarda de segurança, informou uma fonte oficial. A fonte, citada pelo canal privado Dawn, afirmou que um grupo de desconhecidos abriu fogo contra o veículo onde Farahi viajava, em Peshawar, capital da Província da Fronteira Noroeste. Após o tiroteio, no qual morreu o guarda de segurança, os desconhecidos seqüestraram Farahi e seu motorista. Em 26 de agosto, a cônsul dos Estados Unidos nesta cidade, Lynne Tracy, também sofreu um ataque, quando seu veículo foi baleado em Peshawar, mas tanto ela quanto as outras pessoas que estavam no carro saíram ilesos.  Ainda nesta segunda-feira, segundo a BBC, um integrante do serviço secreto paquistanês afirmou que militares do Paquistão dispararam contra aviões americanos que teriam invadido o espaço aéreo do país, durante o final de semana, os obrigando a retornar ao Afeganistão.  O incidente teria ocorrido em uma zona tribal da região paquistanesa do Waziristão do Norte, onde militares paquistaneses estariam combatendo militantes do Taleban. O Paquistão não permite a entrada de militares americanos em seu território para combater militantes. Recentemente soldados dos EUA realizaram missões dentro do Paquistão mesmo sem permissão. Militares paquistaneses haviam dito que iriam combater qualquer invasão de território.  Ataques suicidas no Paquistão são geralmente atribuídos a militantes do Taleban e da Al-Qaeda que operam em áreas tribais na fronteira com o Afeganistão. O governo paquistanês se vê pressionado pelo governo americano a aumentar seus esforços no combate aos militantes ao mesmo tempo em que tenta convencer a opinião pública paquistanesa da necessidade de combater extremistas nas zonas fronteiriças com o Afeganistão.  Muitos no Paquistão são contra essas operações por as considerarem uma imposição do governo dos Estados Unidos e pelo grande número de civis que morrem ou são obrigados a deixar suas casas.

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