AFP PHOTO /MARTIN BERNETTI
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Cônsul do Brasil no Chile diz que terremoto assustou, mas pessoas estavam preparadas

Em entrevista à 'Rádio Estadão', Flávio Bonzanini explica que após tragédia de 2010, população recebeu treinamento 

O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2015 | 12h03

O terremoto de 8,3 graus que atingiu o Chile na noite da quarta-feira 16 assustou os moradores das cidades afetadas, mas não causou muitos danos na capital Santiago. O cônsul-geral do Brasil no Chile, Flávio Bonzanini, estava na rua no momento do tremor e disse que sentiu o "chão mexer". 

Em entrevista à Rádio Estadão, Bonzanini, que mora em Santiago há um ano e meio, explicou que a situação na capital chilena está mais calma. "Houve um grande susto ontem (quarta) com o terremoto, mas as comunicações estão normalizadas, o aeroporto está funcionando, o metrô também. O problema está na região mais afetada pelo terremoto, chamada quarta região, onde houve muitos danos, principalmente materiais."

O epicentro do terremoto ocorreu 246 quilômetros ao norte da capital chilena. No local, onde está situado Coquimbo, o porto está inoperante em razão dos graves danos.

Até agora, o balanço oficial do governo chileno diz que ao menos 10 pessoas morreram em razão do terremoto, sentido na Argentina e no Brasil. 

Para Bonzanini, a situação não foi caótica na capital chilena porque o país está preparado para esse tipo de tragédia depois do terremoto de 2010, que deixou 723 mortos. 

"Quando houve o alerta do tsunami (na quarta-feira), as pessoas se deslocaram para regiões mais altas porque já há um programa de treinamento para situações como essa. O Chile é um país muito preparado para esse tipo de situação", afirmou o cônsul-geral, acrescentando que o governo disponibilizou abrigos para abrigar as pessoas que precisaram deixar suas casas. 

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