Consulado brasileiro em NY suspende serviço itinerante

Um incidente levou o cônsul-geral do Brasil em Nova York, Flávio Perri, a suspender, a partir desta quinta-feira e, pelo menos temporariamente, os serviços do consulado itinerante realizado a cada duas semanas em Newark (New Jersey). O caso foi provocado por uma brasileira, que chamou a polícia por sentir-se injustiçada, ao saber que não poderia ser atendida. "Não havia mais clima para o serviço", disse o cônsul. O problema ocorreu no dia 15, mas só foi divulgado nesta quinta, quando houve a suspensão do serviço. O consulado itinerante de Newark era realizado na sede da Brazilian American United Association (Baua). Segundo funcionários da chancelaria, a brasileira Celoni de Souza, residente em White House, cidade próxima, deixou de pegar a senha para ser atendida. Ao saber que já estavam esgotadas, Celoni decidiu chamar a polícia. Segundo a Convenção de Viena sobre Relações Consulares, de 1963, autoridades locais, como a polícia, não podem entrar nas instalações de uma representação diplomática sem consentimento. Mas a sede da Baua não é considerada dependência consular. A entidade vinha sendo usada como tal, explicou Perri, graças a um "acordo de cavalheiros" com as autoridades norte-americanas.

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