Consumidores dos EUA pedem proibição a remédio para emagrecer

O remédio para emagrecer Meridia, do laboratório Abbott, deveria ser proibido imediatamente devido aos riscos relacionados ao coração, disse nesta quinta-feira um grupo de defesa dos consumidores em petição enviada ao órgão regulador do governo dos Estados Unidos.

REUTERS

03 de dezembro de 2009 | 19h05

O grupo Public Citizen disse que resultados antecipados de um estudo internacional de larga escala chamado Scout aumentou as preocupações anteriores do grupo com relação aos eventuais problemas cardíacos causados pelo Meridia.

"O fato de que (o Meridia) aumentou o número e a porcentagem de eventos cardiovasculares (no estudo)... deve levar à remoção imediata do produto do mercado", disse o Public Citizen, grupo de direitos dos consumidores, em petição apresentada junto à agência responsável pelo controle de drogas e alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês).

A FDA disse em novembro que descobertas preliminares do estudo Scout com 10.000 pacientes mostraram que 11,4 por cento dos pacientes que tomaram Meridia morreram ou sofreram paradas cardíacas ou derrames.

O número foi de 10 por cento para os pacientes que tomaram placebo.

A agência acrescentou à época que estava revendo seus dados, mas que era muito cedo para tirar conclusões. Uma porta-voz da FDA disse nesta quinta-feira que não poderia comentar a petição do grupo Public Citizen.

O Meridia, ou sibutramina, é um inibidor de apetite aprovado para tratar a obesidade em adultos. O medicamento pode causar efeitos colaterais desde dor de cabeça e constipação até pressão alta e aceleração do batimento cardíaco.

O porta-voz do laboratório Abbott Kurt Ebenhoch disse que o remédio é seguro quando usado como recomendado. O Meridia "não é recomendado ou aprovado para o uso em mais de 90 por cento dos pacientes que participaram do estudo Scout", disse ele.

(Reportagem de Lisa Richwine)

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