Esteban Felix/AP
Esteban Felix/AP

Contagem parcial indica vitória de Ortega na Nicarágua

Atual presidente tem 64% dos votos e deve conseguir reeleição, segundo Conselho Eleitoral

Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 15h08

MANÁGUA - O presidente da Nicarágua e antigo revolucionário sandinista Daniel Ortega é apontado como vencedor da eleição presidencial nicaraguense, indicou uma contagem rápida feita na manhã desta segunda-feira, 7.

 

O presidente do Conselho Eleitoral, Roberto Rivas, disse que a contagem rápida baseada em uma amostragem indicou que Ortega, candidato da governista Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) obteve 64% dos votos e se reelegeu, derrotando seus rivais Fabio Gadea, que obteve 29%, e o conservador Arnoldo Alemán, que teve 6% dos sufrágios. Apenas 16% dos votos foram contados e totalizados até agora. As eleições na Nicarágua foram em geral tranquilas, embora tenham sido reportadas reclamações de irregularidades e 30 detenções.

 

Observadores internacionais reportaram problemas como o acesso aos locais de votação. Um grupo internacional de monitores, o Let''s Have Democracy, disse que registrou 600 reclamações de irregularidades, ferimentos em alguns manifestantes e 30 detenções.

 

Uma equipe de observadores da União Europeia disse que publicará um relatório na terça-feira após investigar reclamações. Entre elas, está o incêndio de uma sessão eleitoral, protestos de eleitores que não receberam títulos e de eleitores que foram impedidos pelos fiscais de votar. Esses eleitores seriam da oposição.

 

O chefe da missão observadora da Organização dos Estados Americanos (OEA), Dante Caputo, inicialmente reclamou que monitores da OEA não puderam entrar em 10 sessões eleitorais, mas mais tarde retirou a queixa. Caputo disse que os monitores da OEA não encontraram "irregularidades significativas" mas pediu às autoridades nicaraguenses que investiguem todas as queixas.

 

Ortega ainda não reconheceu a vitória, embora tenha recebido telefonemas de congratulações dos seus aliados de esquerda, o presidente de Cuba, Raúl Castro, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O venezuelano deu mais de US$ 500 milhões em doações ao governo de Ortega no último ano e também vendeu petróleo com desconto à Nicarágua. As informações são da Associated Press.

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