Contatos com mafioso podem derrubar ministro japonês da Justiça

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, aguarda a divulgação de um boletim médico antes de decidir o destino do ministro da Justiça, que admitiu ligações com membros da máfia japonesa Yakuza, disse um alto funcionário do governo nesta segunda-feira.

Reuters

22 de outubro de 2012 | 10h38

Keishu Tanaka, de 74 anos, foi internado na sexta-feira em um hospital de Tóquio, queixando-se de angina, arritmia e hipertensão, após dias sob pressão da oposição para renunciar.

Tanaka, no cargo há apenas três semanas, foi acusado por uma revista semanal de ter tido ligações com o crime organizado. Ele admitiu ter sido o "cupido" no casamento de um criminoso, e de ter participado de uma festa dada por criminosos há cerca de 30 anos. Alegou, no entanto, que na época desconhecia as atividades criminais do noivo e a natureza do evento.

Os jornais Asahi e Yomiuri disseram no fim de semana que Noda deve demitir o ministro para minimizar os danos. "Como ele está no hospital, acho que (Noda) vai lidar com a questão depois de ouvir os médicos", disse Jun Azumi, subsecretário-geral do Partido Democrático (governo) à agência de notícia Kyodo.

(Reportagem de Kiyoshi Takenaka)

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