Continua busca por 16 desaparecidos no tremor do Japão

Terremoto atingiu o país no sábado e matou pelo menos seis pessoas; outras 200 ficaram feridas

Efe,

15 de junho de 2008 | 03h32

As equipes de resgate japonesas continuam neste domingo, 15, a busca por 16 pessoas desaparecidas depois do terremoto que sacudiu no sábado o nordeste do Japão e que deixou pelo menos seis mortos e cerca de 200 feridos, segundo as autoridades locais. Veja tambémChina defende cooperação com Japão em prevenção de desastres Cerca de 1.200 pessoas, alguns pertencentes as Forças de Autodefesa nacionais, começaram no sábado à noite os trabalhos de busca e resgate dos desaparecidos nas regiões mais afetadas pelo terremoto de 7,2 graus na escala aberta de Richter, segundo confirmaram a Kyodo os corpos de Polícia e Bombeiros. O terremoto ocorreu às 8h43 no horário local (20h43 de Brasília), com seu epicentro a 8 quilômetros de profundidade, e foi sentido com intensidade em áreas das províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, na ilha japonesa de Honshu. Apesar de forte, o terremoto não tornou necessária a emissão de um alerta de tsunami. O terremoto foi sentido também na região de Kanto, onde se encontra Tóquio, a 350 da área afetada. Entre os desaparecidos estão dois dos donos, três trabalhadores e dois hóspedes de um hotel situado perto de um balneário em Kurihara, na província de Miyagi, segundo a Kyodo. Os serviços de trem de alta velocidade (Shinkansen) das linhas Akita e Tohoku foram retomados neste domingo de manhão, segundo a companhia de Ferrovias Japonesas JR. O ministro japonês encarregado da prevenção de desastres, Shinya Izumi, visitou neste domingo as áreas afetadas pelo terremoto onde as autoridades locais pediram que o Governo japonês considere este terremoto como um "desastre grave", segundo a Kyodo. As subvenções oficiais para a reconstrução são mais numerosas quando se trata de "desastres graves". Por sua parte os imperadores japoneses, Akihito e Michiko, expressaram suas condolências pelas vítimas do terremoto quando assistiam a uma cerimônia de plantação de árvores em Kitaakita, província de Akita, próxima à zona atingida pelo terremoto. O Japão está localizado sobre uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. O terremoto mais grave ocorrido no país em anos recentes foi em Kobe (oeste do país), em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala aberta de Richter, e deixou mais de 6 mil mortos.

Mais conteúdo sobre:
terremotoJapão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.