Continua esforço para libertar reféns sul-coreanos no Afeganistão

Os seqüestradores estão dispostos a libertar as sul-coreanas se Cabul aceitar uma troca por dois insurgentes

EFE,

04 de agosto de 2007 | 03h04

As tentativas de diálogo para libertar os 21 sul-coreanos mantidos em cativeiro por um grupo talibã continuam neste sábado, 4, agravados pela inquietação com a saúde de duas reféns que, segundo os seqüestradores, se encontram "gravemente doentes". As duas mulheres "não podem caminhar", disse um porta-voz talibã. Ele acrescentou que os seqüestradores estão dispostos a libertar as sul-coreanas imediatamente se Cabul aceitar uma troca por dois presos insurgentes. Uma delegação sul-coreana, liderada pelo embaixador no Afeganistão, se encontra na província de Ghazni, no leste do país, onde estão os reféns. Os negociadores tentam agilizar as negociações através de um diálogo direto com os seqüestradores. O Governo de Seul, no entanto, ressaltou que tem limitações para atender às exigências dos talibãs. Segundo o porta-voz presidencial sul-coreano, Chun Ho-sun, o grupo tenta "deixar isso claro" para os seqüestradores. Cabul afirmou esta semana que fará o possível pela libertação dos sul-coreanos, mas sempre dentro dos limites "da lei e da Constituição". Em abril, o Executivo afegão foi objeto de duras críticas por libertar vários presos talibãs em troca do jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo, seqüestrado por um grupo insurgente. O presidente afegão, Hamid Karzai, disse então que aquilo nunca se repetiria. Os sul-coreanos são voluntários cristãos que foram capturados em 19 de julho por um grupo talibã em Ghazni. Dois reféns foram executados depois de o Governo afegão se negar a atender às condições dos rebeldes.

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