Continua limpeza do vazamento de petróleo da Coréia do Sul

O Governo sul-coreano mobilizou 90 navios, seis aviões e 6.650 soldados e policiais para trabalhar na limpeza

EFE,

09 de dezembro de 2007 | 04h15

Os trabalhos de retirada do petróleo derramado no maior desastre ecológico sofrido pela Coréia do Sul continuam neste domingo, três dias depois que um acidente entre dois navios lançou 10.500 toneladas de petróleo ao mar junto à costa oeste do país. Segundo informou a agência local de notícias "Yonhap", o combustível derivado do petróleo danificou criações de marisco da região de Taean, e cobriu de negro algumas das conhecidas praias da região. As equipes de emergência conseguiram deter no começo da manhã deste domingo a terceira e última das três vias pelas quais escapava o cru do petroleiro acidentado. O Governo sul-coreano declarou a região zona de desastre e mobilizou 90 navios, seis aviões e 6.650 soldados e policiais para trabalhar na limpeza e contenção do derramamento. As previsões do executivo sobre a evolução da maré negra são cautelosas, mas moderadamente otimistas. "O grande tamanho do vertido torna difícil sua contenção, mas não haverá nenhuma expansão significativa da mancha graças à maré e aos ventos", explicou Lee Bong-gil, funcionário de Gestão da Contaminação do Serviço de guarda-costeira da Coréia do Sul. O vertido tem um diâmetro de cerca de 20 quilômetros e a região atingida possui uma importante indústria turística, que poderia se ver fortemente danificada por este desastre ecológico. Além disso, nas proximidades se encontra o parque natural de Taean Haean, o único do país, que dispõe de 530 quilômetros de costa e um conjunto de 120 ilhotas, além de várias praias. O acidente aconteceu na última sexta-feira por volta das 7h30 (14h30 de quinta-feira em Brasília), quando um guindaste de um cargueiro sul-coreano de 11.800 toneladas fez três buracos no casco do petroleiro de Hong Kong Hebei Spirit, de 146.000 toneladas.

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