Continua monitoramento após morte de liberiano em Dallas

Continua monitoramento após morte de liberiano em Dallas

Conter disseminação do vírus é prioridade, diz diretor do hospital onde o liberiano Thomas Eric Duncan morreu.

O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2014 | 17h58

Moradores de Dallas estão sendo monitorados sob risco de contaminação de ebola após a morte do liberiano Thomas Eric Duncan, o primeiro paciente diagnosticado com o vírus nos EUA.

Autoridades de saúde identificaram 10 pessoas, incluindo trabalhadores de saúde, que tiveram contato direto com Duncan no período contagioso da doença. Outras 38 pessoas podem ter entrado em com contato com ele. As quatro pessoas que moraram no mesmo apartamento que ele foram transferidas para outro local e estão isoladas. Todas as pessoas estão sendo monitoradas por um período de 21 dias, o tempo de incubação do vírus.

"Vamos continuar qualquer esforço para conter a disseminação do vírus e proteger pessoas dessa ameaça", afirmou David Lakey, diretor do hospital Texas Health Presbyterian, onde Duncan morreu nesta quarta-feira.

O liberiano viajou da Libéria para os Estados Unidos no dia 19 de setembro, quando ainda não apresentava sintomas da doença, mas começou a sentir-se mal quatro ou cinco dias depois de chegar ao Texas. No dia 26 de setembro, Duncan foi a um hospital e, embora tenha informado à equipe que chegara da Libéria, foi mandado de volta para casa. Dois dias depois, ele voltou a procurar ajuda médica e foi internado no setor de isolamento do hospital.

O governo da Libéria chegou a dizer que processaria Duncan por ele ter mentido no questionário respondido ao sair do país, quando afirmou que não havia tido contato com pessoas infectadas pelo ebola.

Em nota, o hospital informa que "é com profunda tristeza e sincera decepção que informamos a morte de Thomas Eric Duncan nesta manhã, às 7h51 (horário local). O senhor Duncan sucumbiu a esta insidiosa doença, o ebola. Ele travou esta batalha com coragem. Nossos profissionais, médicos e enfermeiros desta unidade, assim como toda a comunidade do hospital Texas Health Presbyterian, em Dallas, também sofrem com seu falecimento. Oferecemos nosso apoio e condolências à família nesta hora difícil."

O centro legista de Dallas não vão receber o corpo de Duncan. O investigador Steven Kurtz afirmou nesta quarta-feira que não sabe quais são os procedimentos alternativos. O Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomenda que os corpos de vítimas com ebola não sejam embalsamados. A organização sugere que sejam queimados hermeticamente em um caixão selado. Fonte: Associated Press.

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