Continua o cerco à mesquita Vermelha em Islamabad

O cerco à Mesquita Vermelha de Islamabad, onde fundamentalistas islâmicos mantêm entre 200 e 500 estudantes como reféns, continua nesta segunda-feira pelo sexto dia em meio à tensão por um possível ataque militar ao complexo religioso.Durante o fim de semana, as forças de segurança derrubaram quase todos os muros que cercam a mesquita e as duas escolas corânicas - uma masculina e outra feminina - adjacentes, enquanto o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, disse que os "fanáticos" da mesquita devem sair de sua "ratoeira" ou se preparar para morrer.No entanto, o canal "Geo TV" assinalou hoje que a possível operação de assalto está em fase de revisão por causa da nova informação fornecida nesta madrugada por um avião da vigilância sem piloto que sobrevoou a mesquita durante duas horas.O avião retransmitiu imagens do local que, segundo a emissora de TV, teriam levado os responsáveis da operação a adotar uma nova estratégia.Enquanto a tensão continua em Islamabad, na Província da Fronteira do Noroeste um grupo de desconhecidos matou ontem à noite a tiros três trabalhadores chineses, informou nesta segunda-feira uma fonte policial.O incidente ocorreu em Peshawar, a capital provincial, e as autoridades não descartam que esteja relacionado ao apoio explícito da China à ofensiva do governo paquistanês contra os radicais da Mesquita Vermelha.O posicionamento militar em torno da mesquita radical aconteceu cinco dias depois de os estudantes das escolas corânicas adjacentes seqüestrarem por algumas horas seis cidadãos chineses, acusados de "atos contra o Islã", por, supostamente, administrar um bordel.Segundo o número oficial, pelo menos 25 pessoas morreram desde a terça-feira passada, quando começou a primeira troca de tiros entre os radicais e as forças de segurança que cercam o templo.

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