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Continua polêmica sobre liberdade religiosa na Bolívia

Apesar de o presidente Evo Morales ter dado por encerrada uma acalorada discussão pública sobre supostas tentativas de seu governo de abolir a liberdade e o ensino religiosos, continuava nesta segunda-feira na Bolívia a polêmica em torno do assunto, que motivou a intervenção da Igreja Católica.Durante uma convenção no sul do país, que marcou o fim da campanha política para as eleições constituintes de domingo, Morales afirmou que a oposição mentiu ao denunciar que o oficialismo tenta suprimir o ensino religioso, inclusive nas escolas católicas, e fundar um Estado laico e anti-religioso na Bolívia."Jamais pensamos em abolir a religião como matéria escolar", disse hoje Morales na vila de Tarabuco, 488 quilômetros a sudeste de La Paz, um dia depois de ter se reunido com a hierarquia da Igreja Católica para "dar por encerrado" o aparente mal-entendido.No entanto, o ministro da Educação Félix Patzi voltou a declarar nesta segunda-feira à imprensa que a matéria religião deveria ser abolida do currículo escolar. Segundo ele, ao invés de religião, as escolas deveriam ensinar outros idiomas, especialmente nativos - aimara, quechua e guarani -, e, em segundo lugar, o inglês.Por este motivo, o bispo de Al Alto, vizinha à capital, e o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos da Bolívia, monsenhor Jesús Juárez, manifestou suas suspeitas de que o governo esteja proferindo "um discurso dúbio".O religioso demonstrou também sua preocupação com a presença de educadores cubanos na Bolívia para a realização de um plano de alfabetização, apoiado também pelo governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, a quem a oposição denunciou mais uma vez como protagonista da "maior ingerência" externa em uma campanha eleitoral boliviana.Sem apresentar provas, grupos opositores a Morales manifestam suspeitas de que a influência de assessores dos governos cubano e venezuelano teria criado as iniciativas para suprimir o ensino religioso.

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