Continua reunião de De la Rúa

Funcionários do gabinete do presidente e do Ministério da Economia ainda não confirmaram se o presidente, Fernando de la Rúa, já aceitou o pedido de renúncia de José Luiz Machinea. De la Rúa está reunido com alguns colabores na residência oficial em Los Olivos, entre eles o chefe de gabinete Chrystían Colombo, cotado como um dos possíveis sucessores de Machinea. Antes de juntar-se ao círculo político interno do presidente De la Rúa, Colombo ocupou o cargo de presidente do Banco de la Nación, que concede empréstimos para pequenas e médias empresas e famílias de baixa renda a taxas de juro mais baixas que as praticadas pelos bancos comerciais. "Aposto em Colombo", disse o chefe de pesquisa de renda fixa de mercados emergentes do Morgan Stanley Dean Witter em Nova York, Jaime Valdivia, que o descreveu como "um grande administrador, um bom economista". Valdivia creditou a Colombo a restauração da ordem no gabinete da presidência e a obtenção do comprometimento do congelamento dos gastos dos governos estaduais em novembro de 2000. Contudo, o nome de Colombo não é o único que está sendo cogitado neste momento. Desde que começaram a crescer os rumores sobre a saída de Machinea, o nome do secretário de Defesa, Ricardo Lopez Murphy, economista, também tem sido mencionado com freqüencia. Outra possibilidade é o ex-ministro Domingo Cavallo, o arquiteto do regime de conversibilidade que atrelou o peso ao dólar a paridade de um para um. Recentemente, Cavallo sugeriu que o peso oscilasse frente à uma cesta de moedas, um posicionamento contrário ao defendido por De la Rúa que em diversas ocasiões manifestou seu apoio ao atual regime de paridade.

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