Continuam ataques no sul do Líbano

O Hezbollah (movimento integrista xiita pró-iraniano) voltou a lançar disparos de morteiros e mísseis antitanque contra postos militares israelenses dentro da disputada zona fronteiriça conhecida como chácaras de Chebaa. O ataque é uma demonstração de apoio do Hezbollah (Partido de Deus) aos palestinos sitiados nos territórios ocupados por Israel.A seqüência das operações foi transmitida hoje pela primeira vez ao vivo pela rede de televisão Al-Manara, de propriedade do Hezbollah. Segundo o comentarista da rede, um depósito de munições israelense foi atingido pelos disparos. Os ataques provocaram a imediata reação da artilharia israelense e a intervenção de caças, que bombardearam pesadamente supostos esconderijos dos guerrilheiros na área. Não houve informações sobre vítimas na frente libanesa, enquanto que, segundo o exército israelense, um civil foi ferido nos ataques.O Hezbollah, que obrigou Israel a se retirar do sul do Líbano depois de 22 anos de ocupação, jurou hoje que "libertará" pela força as chácaras de Chebaa, um terreno com 20 quilômetros quadrados no limite entre a Síria, o Líbano e Israel.Já Staffan de Mistura, representante pessoal no sul do Líbano do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, voltou a advertir sobre a "séria possibilidade de uma escalada militar no atual clima" existente na região. O diplomata criticou o governo de Beirute - que oficialmente garante que não deseja permitir uma escalada de violência na fronteira - afirmando que "os fatos falam por si só". Israel convocou seu "núcleo de unidades de reservistas", antevendo um agravamento ainda pior da tensão na fronteira com o Líbano. Mesmo assim, o Conselho de Defesa israelense, reunido em Jerusalém, decidiu continuar por hora buscando uma solução diplomática para a atual crise na área. Também hoje, o ministro das Ciências e dos Esportes de Israel, Matan Vilnai, afirmou que "o Hezbollah não apenas controla plenamente o sul do Líbano, como dispões de mísseis de longo alcance capazes de atingir um terço do território israelense".

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