Contra a guerra, alemães repetem passeata da reunificação

Manifestantes contra a guerra no Iraque foram às ruas da cidade de Leipzig para reviver uma tradição de protestos pacíficos que levou ao fim da Alemanha Oriental. Apoiados pela igreja Luterana, os manifestantes, portando velas acesas, fizeram a mais recente passeata de uma série que lembra a escalada que levou à reunificação das Alemanhas, em 1989.Liderados pelo mesmo pastor da igreja Luterana de São Nicolau, reverendo Christian Fuehrer, que reuniu dezenas de milhares de dissidentes e alemães orientais há mais de uma década, os protestos semanais contra a guerra ao Iraque vêm ganhando força desde o ano passado. ?Deus permitiu que conseguíssemos algo que parecia impossível em 1989, então não abandonaremos a esperança?, disse Fueher.Cerca de 10 mil pessoas partiram da igreja hoje, seguindo a rota dos manifestantes anticomunistas de 1989 até um comício nas proximidades da praça de Augustplatz, carregando velas e bandeiras com os dizeres ?Solidariedade com o povo do Iraque? e ?Sem sangue por petróleo?.O governo do primeiro-ministro Gerhard Schroeder vêm se opondo fortemente a uma guerra contra o Iraque, posição que azedou as relações entre Berlim e Washington, mas que ajudou Schroeder a conseguir a reeleição. Na parte ex-comunista da Alemanha a desconfiança frente aos Estados Unidos ainda é forte, e a oposição à guerra entre a população é particularmente firme.

Agencia Estado,

17 de março de 2003 | 15h57

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.