REUTERS/Philippe Wojazer
REUTERS/Philippe Wojazer

Contra calor, europeus recorrem a fontes, rios e frutas congeladas

Em Brandenburgo, na Alemanha, motociclista foi parado por pilotar só de capacete, sem roupas

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2019 | 22h16

Uma forte onda de calor tem causado mudanças radicais de comportamento entre os europeus, sejam eles humanos ou não. 

Enquanto moradores e turistas se refrescam em fontes, rios e lagos de Paris a Munique, à medida que os termômetros passam dos 30 graus, animais ganham atenção especial. No zoológico de Berlim, por exemplo, os macacos receberam bananas congeladas para comer e todos os animais foram “regados” com mangueiras – os elefantes assumiram a tarefa de refrescar. As autoridades da capital alemã pediram às empresas que liberem seus funcionários para usarem bermudas e sapatos abertos.

No Estado de Brandenburgo, no leste da Alemanha, a polícia publicou uma foto de um homem que havia sido parado por pilotar uma motocicleta nu, usando apenas um capacete. 

No Vaticano, peregrinos idosos e enfermos assistiram à audiência semanal do papa Francisco em grandes telas em um auditório com ar-condicionado para evitar as temperaturas sufocantes de Roma. Os que estavam reunidos do lado de fora, na Praça de São Pedro, se protegiam embaixo de guarda-chuvas. “É sobre fé. Eu acho maravilhoso que tantas pessoas venham aqui com esse sol a essa hora para estarem próximas do Santo Padre. É uma demonstração de fé”, disse o estudante espanhol Francisco Cuka. 

Autoridades alemãs e francesas alertaram hoje para uma possível escassez de água. Voluntários distribuíram garrafas d’água para moradores de rua na Bélgica e na Polônia – que hoje registrou sua maior temperatura da história no mês de junho: 38,2 graus – o uso de ventiladores ajudou a elevar a demanda de energia elétrica, que também bateu recorde. A Espanha disse que a temperatura no país poderia passar de 42 graus nos próximos dias, o patamar mais alto desde 1975. 

As previsões apontam para temperaturas em alta pelo menos até ao princípio da próxima semana, o que leva os moradores a correr para lojas em busca de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores. Na França, um dos países mais atingidos pela onda de calor que vem da África, a procura por aparelhos começou mais cedo. Segundo dados recolhidos com comerciantes, as vendas de ar-condicionado e ventiladores subiu mais de 500% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Os franceses ainda têm na memória a mortífera onda de calor de 2003 e muitos temem que o recorde de 44 graus registrado na ocasião possa ser ultrapassado. As autoridades da França anunciaram o fechamento de escolas e restrições de trânsito para enfrentar as temperaturas altas. / REUTERS e AFP

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