Contra déficit, EUA cortam plano da Nasa de volta à Lua

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abandonou hoje planos anteriores de enviar astronautas norte-americanos à Lua. Além disso, o projeto de um avião de transporte da Boeing e outro, de um motor da Lockheed Martin, também foram atingidos pelos cortes no orçamento.

AE, Agencia Estado

01 de fevereiro de 2010 | 14h50

Com o objetivo de restringir os déficits orçamentários recordes, o governo buscou cortar US$ 10,3 bilhões, ao paralisar ou reduzir os gastos avaliados como discricionários no ano fiscal de 2011.

O programa Constellation, para a construção de um foguete da Nasa, e o avião de transporte C-17, da Boeing, representam juntos mais da metade dessa quantia. A desistência de um projeto para um motor alternativo para o Joint Strike Fighter, da Lockheed, deve representar economia adicional de US$ 475 milhões.

O governo quer interromper o programa Constellation, que foi orçado em US$ 3,5 bilhões no ano fiscal de 2010, após concluir que o programa não seria capaz de enviar astronautas de novo à Lua antes dos anos 2030, mais de uma década depois do inicialmente previsto.

Em vez disso, o governo planeja enfocar o apoio ao desenvolvimento comercial e realizar parcerias internacionais para voos espaciais com astronautas, enquanto aumenta os recursos da Nasa para trabalhar com pesquisas sobre o clima, voos de avião menos poluentes e outros programas.

Pentágono

O Pentágono tenta cortar o orçamento para o C-17 desde 2007, afirmando que ele custa mais que o esperado para uma aeronave com suas características. O Congresso, porém, continuou a dar verba para o programa, incluindo US$ 2,5 bilhões para o ano fiscal de 2010.

Igualmente, o Pentágono não tem sucesso há vários anos em sua tentativa de cancelar o financiamento para o motor do Joint Strike Fighter, pois não seria mais necessário se preparar para uma eventual falha do motor principal.

As informações são da Dow Jones.

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