Contra fraude, Caracas instala leitor de digitais

Os venezuelanos que viajarem para fora do país deverão passar por um "detector de digitais" que ativa a permissão de uso do câmbio controlado pelo Estado, anunciou ontem a procuradora-geral Luisa Ortega. "Já se iniciou, a partir da proposta do Ministério Público, a instalação dos leitores nos aeroportos", afirmou Luisa em programa na Rádio Nacional da Venezuela.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2014 | 02h04

Com a medida, segundo ela, os venezuelanos que precisarem de moeda estrangeira estarão habilitados a usar os cartões de crédito no exterior. Na Venezuela, um sistema de controle do câmbio limita o acesso a divisas a uma autorização do Estado, que permite a compra de dólares, por exemplo, por 6,30 bolívares, valor dez vezes menor do que no mercado negro.

Uma das maneiras de o Estado obter dólares é com as viagens da população ao exterior, quando a moeda é vendida a uma taxa de câmbio maior, que varia em torno de 10 bolívares. Como esse valor ainda é menor do que no mercado paralelo, alguns venezuelanos forjavam viagens para fora do país.

O projeto de leitores de digitais foi implementado em 2013, mas cancelado sem explicações poucos dias depois de estar vigorando. O governo passou a vistoriar pertences de passageiros procurando cartões de crédito de outras pessoas.

Ortega também anunciou que será publicada em breve uma lista com o nome de pessoas e de empresas que pediram divisas ao Estado, as desviaram para o mercado paralelo e foram condenadas à prisão. A procuradora-geral postou em sua conta no Twitter uma lista de empresas que estão sendo investigadas pelo mesmo tipo de fraude. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.