Jonathan Drake/Reuters
Jonathan Drake/Reuters

Contra o tráfico, Colômbia e EUA retomam ações militares

Exercícios são resposta ao aumento da violência em algumas regiões do país

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2020 | 21h17

BOGOTÁ - Colômbia e EUA retomarão exercícios militares aéreos e marítimos contra o narcotráfico no Caribe, informou nesta terça-feira, 15, a Força Aérea Colombiana. As ações começam na sexta-feira e terminam na segunda-feira. Segundo o Comando Sul dos EUA, as manobras têm como objetivo “neutralizar as atividades ilícitas a serviço do crime de narcotráfico internacional”. 

Os exercícios serão realizados na área marítima de Coveñas. Composta por 53 efetivos, o grupo interrompeu suas atividades no começo de julho, quando o Congresso colombiano fez uma reclamação formal de que as ações não tinham sido autorizadas, como determina a lei que trata do “trânsito de tropas estrangeiras” no país.

O governo da Colômbia decidiu, porém, retomar as ações da brigada em 20 de julho, por considerar ser óbvia a cooperação dos americanos nas ações contra o narcotráfico. O presidente Iván Duque planeja reforçar sua luta contra o tráfico de drogas em razão do aumento da violência em algumas regiões do país. 

Pelo menos 218 pessoas já morreram em 55 massacres registrados neste ano, de acordo com o observatório independente de violência Indepaz. Somente após 11 de agosto, 64 pessoas foram mortas em 15 ataques. As autoridades colombianas responsabilizam pela violência os grupos que financiam a produção de cocaína exportada para EUA e Europa.

Em troca da ajuda contra o crime organizado, a Colômbia, acompanha os EUA em sua ofensiva diplomática e comercial para forçar uma mudança de governo da Venezuela, que mostra preocupação com as atividades dos dois países na fronteira e com os exercícios militares no Caribe. 

Os EUA realizam já há algum tempo voos de inteligência na fronteira entre Colômbia e Venezuela, uma região onde está localizado grande parte do equipamento russo de defesa antiaérea operado pelos venezuelanos. Por enquanto, não foram registrados incidentes. / AFP e EFE 

 

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