Juan Karita/AP
Juan Karita/AP

Contraditório, líder busca novo mandato

Evo Morales, presidente da Bolívia e candidato do MAS

O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2014 | 16h33


Presidente da Bolívia desde 2006, o candidato à reeleição Evo Morales tem hoje um discurso contraditório. Ataca a política dos EUA e concede bolsas de estudo para jovens bolivianos em Harvard. Quer profissionais qualificados em seu país, mas diz que trabalhar durante a infância cria “consciência social”. Reprova o assédio sexual, porém, defende um político de seu partido que diz que jovens vestidas de forma provocativa “expõem-se ao delito”.

Quando assumiu o governo, Evo ficou conhecido como líder dos produtores de coca e primeiro chefe de Estado com origem indígena na Bolívia. Já no primeiro ano de governo, nacionalizou a produção de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, aprovou programas de auxílio a grávidas e pensionistas. Foi reeleito em 2009, com 60% dos votos.

Seus críticos e opositores o acusam de governar com soberba e dizem que se recusa a debater diretamente com adversários. Mas sua personalidade é o que lhe rende apoio popular. As pesquisas de intenção de voto dão vantagem de 57,3% ao presidente, que com um terceiro mandato governaria até 2020. O eleitorado se identifica muito com sua figura e pouco com seu partido, o Movimento para o Socialismo (MAS), a ponto de Evo admitir que não vê um sucessor claro entre seus aliados.

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