Contrato da WorldCom no Iraque causa controvérsia

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) fez uma escolha curiosa ao contratar uma companhia de pouca experiência no ramo de telefonia celular para a construção de uma rede no Iraque: optou pela MCI, novo nome da WorldCom Inc., empresa que cometeu a maior fraude corporativa da história dos EUA, e um nome não muito conhecido na prestação de serviços de telefonia móvel.Concedido sem a abertura de licitação, o contrato da MCI no Iraque irritou tanto os concorrentes da companhia quanto os órgãos reguladores dos Estados Unidos, que acusam o próprio governo de conceder privilégios indevidos logo depois de a companhia ter-se envolvido num escândalo. A WorldCom foi acusada de cometer uma fraude contábil de US$ 11 bilhões, e declarou-se em concordata no ano passado."Dado que a WorldCom cometeu o maior escândalo da história corporativa dos Estados Unidos, não entendemos os motivos pelos quais esse contrato foi concedido à MCI", novo nome da WorldCom, disse o porta-voz da AT&T Corp., Jim McGann. "Há muitas empresas qualificadas e com estabilidade econômica que poderiam ter vencido uma eventual licitação, inclusive a nossa", reclamou.O contrato no Iraque é parte de um plano de comunicações de curto prazo cujo custo para o Departamento de Defesa dos EUA será de US$ 45 milhões, disse o coronel Ken McClellan. O Pentágono pretende ainda conceder à Motorola Corp. a tarefa de estabelecer um sistema de comunicações para as forças de segurança em Bagdá a um custo entre US$ 10 milhões e US$ 25 milhões, prosseguiu McClellan, um porta-voz do Departamento de Defesa.A porta-voz da WorldCom, Natasha Haubold, não quis comentar os detalhes do contrato.

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