Contribuição do Iraque em novo plano para paz é insuficiente

As tropas extras que o governo iraquiano prometeu enviar à Bagdá como parte um novo plano para conter a violência sectária que castiga a capital do país estão chegando no tempo prometido, mas em número inadequado. A avaliação é do secretário de Defesa americano, Robert Gates, que falou à imprensa em uma coletiva nesta sexta-feira.A declaração foi dada em uma referência a declarações do general George Cassey, que em testemunho ao Senado na quinta-feira disse que os iraquianos estavam enviando apenas entre 55% e 65% das unidades prometidas. O general Cassey está deixando o comando militar americano no Iraque para assumir a função de Chefe das Forças Armadas dos EUA."Cinqüenta por cento provavelmente não é bom o bastante", disse Gates, que não descartou a possibilidade de que as unidades iraquianas estejam completas quando as operações em Bagdá começarem para valer.Funcionários da administração esperam que o Iraque cumpra com sua promessa de reforçar suas Forças de Segurança como contrapartida à promessa de envio de mais de 21 mil soldados ao país feito pelo presidente George W. Bush. Gates não especificou, entretanto, o que aconteceria caso o Iraque não faça sua parte. "Isso dependerá de quão rápido eles serão capazes de recuperar suas forças", disse Gates. O secretário de Defesa vem defendendo publicamente a diminuição ou interrupção no envio de mais soldados ao Iraque caso o país árabe não cumpra com a promessa. IrãDurante a coletiva, Gates disse também que a decisão de enviar um segundo porta-aviões ao Golfo Pérsico anunciada em janeiro não significa que os EUA estejam planejando uma guerra contra o Irã. Segundo ele, o objetivo é deixar claro aos aliados americanos - assim como potenciais inimigos - que o Golfo é considerado uma região de interesse vital para os Estados Unidos. "Ninguém está planejando, nós não estamos nos preparando para uma guerra contra o Irã", disse Gates. Ainda de acordo com Gates, a única preocupação dos Estados Unidos em relação à influência do Irã no Iraque é em relação à atuação do que ele chamou de redes que estariam ajudando insurgentes a construir bombas de beira de estrada poderosas o suficiente para destruir tanques americanos."Como estamos atuando contra as atividades iranianas no Iraque, isso dado margem para algumas especulações", disse ele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.