Controle começará por Caracas e 7 Estados

O superintendente de Preços Justos da Venezuela, Andrés Eloy Méndez, informou na noite da segunda-feira que a adoção do sistema biométrico de monitoramento de compras de alimentos e itens básicos de consumo, previsto para ser implementado no país em 30 de novembro, começará pela região metropolitana de Caracas e em sete Estados: Amazonas, Apure, Bolívar, Falcón, Sucre, Táchira e Zulia - onde, há dois meses, um projeto-piloto funciona em oito supermercados e, em um dos estabelecimentos, 22 mil pessoas já têm registradas suas impressões digitais.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2014 | 02h02

De acordo com Méndez, será controlada a venda de 23 itens básicos, entre produtos alimentares, de higiene e de limpeza. O funcionário do governo venezuelano afirmou que as máquinas de captação de dados biométricos levarão 40 segundos para registrar as impressões digitais dos consumidores, cujas informações serão integradas ao Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (Saime), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a Companhia Anônima Nacional de Telefones da Venezuela.

Segundo Méndez, o sistema de monitoramento biométrico do comércio não pretende regular a quantidade de produtos comprados, mas a frequência com que as compras ocorrem. No entanto, o funcionário fez uma ressalva: "Se alguém comprar 35 quilos de farinha, isso não será considerado normal."

O vice-presidente venezuelano, Jorge Arreaza, insistiu que a intenção do governo não é restringir a compra de alimentos e itens básicos. "Não se deixem manipular pela direita. O captador de impressões digitais não é para restringir compras, é para capturar contrabandistas", tuitou Méndez.

Também com a intenção de enfrentar a escassez em sua economia, o governo venezuelano proibiu ontem, segundo a Gazeta Oficial, a exportação de 21 itens alimentícios, de higiene pessoal e de educação, além de produtos para a construção civil e matérias-primas como alumínio, ferro e papel. / G.R.

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