Susan Walsh/AP
Susan Walsh/AP

Convenção republicana: Donald Trump Jr ataca Joe Biden em discurso inflamado

Filho do presidente americano chamou candidato democrata de 'Biden Pequim' e 'Monstro do Lago Ness'

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2020 | 21h50

WASHINGTON - Os republicanos deram início à primeira noite da Convenção Nacional Republicana, nesta segunda-feira, 24, que este ano tem como tema "Terra da Promessa".  Em um dos discursos mais esperados da noite, o filho do presidente americano, Donald Trump Jr, fez duras críticas ao candidato democrata Joe Biden. 

“No passado, ambas as partes acreditavam na bondade da América”, disse Trump Jr. “Desta vez, a outra parte está atacando os próprios princípios sobre os quais nossa nação foi fundada”, afirmou, citando liberdade de pensamento, expressão e religião e o estado de direito.

Zombando de reuniões anteriores de Biden com líderes chineses, Trump Jr. chamou o candidato democrata de "Biden Pequim" e cutucou suas décadas no Senado, além de citar corridas presidenciais malsucedidas e chamá-lo de "O Monstro do Lago Ness".

Da Casa Branca, o presidente Donald Trump havia feito mais cedo uma esperada participação na convenção ao conversar com trabalhadores da linha de frente da pandemia de coronavírus. Nem ele, nem os convidados usaram máscaras. 

"Esses são meus amigos. Esses são os trabalhadores incríveis que ajudam muito com a covid", disse Trump. “São ótimas, ótimas pessoas. Médicos, enfermeiras, bombeiros, um policial. Queremos agradecer a vocês, o quanto vocês têm sido incríveis e queremos agradecer a vocês e a todos os milhões de pessoas que vocês representam”, continuou o presidente.

Os participantes compartilharam suas histórias e descreveram sua rotina de trabalho, incluindo uma enfermeira que elogiou a liderança de Trump. "Honestamente, eu sei que muitas pessoas disseram muitas vezes coisas interessantes, mas é preciso um verdadeiro líder para ser capaz de ignorar todas essas coisas e decidir o que é certo e não se ofender com todas as palavras que estão sendo ditas", disse ela.

A ex-embaixadora dos EUA nas Nações Unidas Nikki Haley também participou do evento. Em seu discurso, Haley afirmou que os Estados Unidos "não são um país racista", embora tenha reconhecido que sua família imigrante foi "discriminada".

"Em grande parte do Partido Democrata, agora está na moda dizer que os Estados Unidos são racistas. Isso é uma mentira. Os Estados Unidos não são um país racista", disse a ex-governadora da Carolina do Sul.

"Meus pais nunca cederam ao ressentimento e ao ódio", afirmou, usando a história da família como case de sucesso.

Enquanto a Convenção Nacional Democrata presencial foi cancelada devido à pandemia de coronavírus, os republicanos começaram sua convenção com um evento em Charlotte, Carolina do Norte, e depois passaram para discursos remotos, em grande parte de um auditório em Washington. Em uma mudança inédita, o evento também teve participações feitas da Casa Branca.

Os grandes nomes da noite incluiram, além do presidente, seu filho e Haley, alguns aliados republicanos (senador Tim Scott, deputado federal Whip Steve Scalise, deputado Matt Gaetz e deputado Jim Jordan), o pai de um estudante morto no ataque a tiros da Stoneman Douglas High School em 2018,  e Patricia e Mark McCloskey, o casal que chamou a atenção do país este ano ao ser filmado apontando armas contra um grupo de manifestantes que caminhavam pela rua de seu bairro, em Saint Louis, para defender a reforma da polícia. /Com agências

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